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INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS NO CEARÁ


Investimentos estrangeiros no Ceará atingem R$ 2,6 bi 

No mundo globalizado não são mais apenas as empresas que se internacionalizam; as pessoas também. Tem crescido o fluxo de pessoas que estuda fora do País e que busca sua sobrevivência em terras distantes, fazendo riquezas circularem. Num País como o Brasil, que possui uma poupança interna deficitária, esses movimentos estão se tornando essenciais para a realização de investimentos. 


No Ceará, é perceptível a ampliação do número de restaurantes com culinárias diferentes, além de uma diversidade maior de hotéis e empreendimentos na área imobiliária. Esse é um dos efeitos dessa internacionalização e da transferência de riquezas que acontecem com esses fluxos migratórios, além da troca de conhecimentos e parcerias com universidades. Os Investimentos Externos Internos Diretos (IED) no Estado atingiram até o primeiro semestre em 2013 um valor acumulado de R$ 2,6 bilhões, apresentando uma média de crescimento de 20% de 1995 para cá. 

No ano passado, foi contabilizado um total de 5.315 empresas constituídas com capital estrangeiro. Esses números são preliminares e foram levantados pelo escritório Albuquerque Pinto Soares Vieira e pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior em parceria com a Junta Comercial, Fiec e Governo do Estado. Em breve, deve ser lançado formalmente o estudo que traça um perfil dos investimentos estrangeiros no Ceará. Mesmo com a crise, existe a perspectiva de um crescimento ainda maior desse volume de negócios. A questão é como os municípios poderão ser beneficiados com os investimentos. Essa é uma discussão que deve ser aprofundada pelos governos, entidades e sociedade. Afinal, nem tudo que está próximo gera resultado financeiro para quem está mais perto. 

ESTRANGEIROS 1 

FORTALEZA CONCENTRA NEGÓCIOS 

O vice-presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior, Rômulo Alexandre, destaca que Fortaleza concentra 62% dos negócios realizados por estrangeiros. Itapipoca e Aquiraz ficaram empatados em segundo lugar (cada município conseguiu uma média de 5% dos negócios realizados). O restante está bastante diluído entre outras cidades do interior, e em São Gonçalo do Amarante (onde está o Porto do Pecém) aparece com um grande volume de empreendimentos, embora seja visível a atração de negócios no município. Mas nem todos os negócios instalados no interior possuem suas sedes na cidade onde atuam; várias empresas preferem fazer seus registros em Fortaleza e recolhem seus impostos na capital. Com isso, muitas cidades do interior não conseguem aumentar a arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS). 

ESTRANGEIROS 2 

ESPANHÓIS E PORTUGUESES QUASE EMPATADOS 

Quase a metade dos empreendimentos estrangeiros no Ceará está na área imobiliária. A construção civil concentra 28% dos negócios. Os portugueses e italianos chegaram em maior quantidade para a realização de negócios. Entretanto, pelos levantamentos feitos, os espanhóis e os portugueses estão quase empatados em volume de investimentos com capital social, cada um aplicando cerca de R$ 600 milhões.

http://www.opovo.com.br/app/colunas/opovoeconomia/2014/01/04/notopovoeconomia,3185713/investimentos-estrangeiros-no-ceara-atingem-r-2-6-bi.shtml